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Pix sem internet e combate ao assédio: as novidades do Banco Central para o futuro do sistema

Redação Nexo Bahia··2 min de leitura
Pix sem internet e combate ao assédio: as novidades do Banco Central para o futuro do sistema
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O Banco Central (BC) detalhou essa semana, com a publicação do Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, as próximas diretrizes que vão remodelar o principal canal de pagamentos do Brasil. Entre as prioridades fixadas pela instituição estão o combate ao uso do campo de texto para perseguições ou intimidações, o aumento das travas de segurança contra golpes e o lançamento de tecnologias de transferência sem conexão com a internet.

A intervenção no campo de identificação do pagamento ocorre após o registro de casos em que o recurso foi utilizado para enviar mensagens de teor ofensivo ou ameaçador. A questão já está sob análise de um grupo especializado no Fórum Pix.

“Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, pontuou o órgão regulador.

Proteção ao usuário e novas funcionalidades

A pauta de segurança contempla ainda a estruturação de novos critérios para monitorar transações suspeitas, disparando alertas preventivos para as instituições financeiras antes da consolidação de fraudes.

No campo da utilidade prática, o BC trabalha em frentes que prometem ampliar o acesso ao serviço:

  • Pagamento sem internet: permite concluir operações Pix mesmo sem sinal de dados móveis no celular do pagador.
  • Garantia de crédito: possibilidade de utilizar o Pix como lastro para obter empréstimos bancários.
  • Uso internacional: conexão do sistema brasileiro com plataformas estrangeiras para compras e remessas no exterior em poucos segundos.

"Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos. A interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir as tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência de transações transfronteiriças", aponta o Banco Central.

Impacto direto no cotidiano dos brasileiros

Os dados apresentados pelo Banco Central demonstram como o Pix se enraizou no dia a dia da população, alcançando 86% dos adultos no país. São mais de 920 milhões de chaves ativas, vinculadas a 162 milhões de pessoas e 16 milhões de empresas.

Em 2025, o volume transacionado superou R$ 35 trilhões em um total de quase 80 bilhões de operações, com movimentações registradas por ao menos 148 milhões de pessoas físicas e 12,8 milhões de empresas.

Texto: Matheus Marques, Correio

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