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Pardal libera denúncia de propaganda irregular na Bahia pelo celular com envio direto ao TRE

Redação Nexo Bahia··1 min de leitura
Pardal libera denúncia de propaganda irregular na Bahia pelo celular com envio direto ao TRE
Espaço publicitário

Foto: Divulgação/TSE

Aplicativo gratuito entra em operação em 16 de agosto e aceita fotos, vídeos e áudios; veja como acionar a Justiça Eleitoral com sigilo garantido

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou o uso do aplicativo Pardal Móvel para as Eleições de 2026. A ferramenta estará disponível para download gratuito a partir de 16 de agosto, data que marca o início oficial da propaganda eleitoral. A medida permite que o eleitor fiscalize diretamente eventuais abusos e ilegalidades de campanha.

Na Bahia, todos os registros efetuados no sistema vão direto para o banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA). A partir do envio, a equipe local aciona os juízes eleitorais das zonas baianas para exercer o poder de polícia e aplicar eventuais punições.

O que pode ser denunciado e quais provas enviar?

O aplicativo aceita o envio de diferentes mídias para comprovar o descumprimento das regras de campanha:

  • Imagens: fotos de outdoors, faixas, panfletos ou cartazes irregulares.
  • Áudios e vídeos: gravações de discursos ilícitos, comícios irregulares ou carros de som fora dos horários permitidos.
  • Conteúdo digital: links e endereços virtuais que contenham propaganda ilegal em redes sociais, portais ou aplicativos de mensagem.

A denúncia é anônima?

O aplicativo não aceita denúncias anônimas. Para protocolar uma notificação, o usuário precisa fazer a autenticação prévia usando a conta Gov.br ou o aplicativo e-Título.

Apesar da exigência de login, a portaria do TSE garante sigilo absoluto sobre a identidade do denunciante. Nenhum candidato, partido ou cidadão terá acesso ao nome de quem realizou o registro, que fica protegido sob custódia da Justiça Eleitoral.

Triagem de fake news e crimes eleitorais

O Pardal conta com uma ferramenta automatizada para separar infrações físicas de virtuais no momento da triagem. Caso a inteligência do aplicativo identifique gravidade na ocorrência, o fluxo é direcionado:

  • Fake news e desinformação: os relatórios seguem para o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE).
  • Crimes eleitorais e Caixa 2: as notificações são enviadas para investigação direta do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Ao concluir a notificação, o usuário recebe um código de protocolo para acompanhar a evolução da apuração pelo smartphone.

Texto: Juliana Rodrigues, Correio

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